quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Adelpha cytherea aea (C. & R. Felder, 1867), foto por: R. Penalva

Adelpha cytherea aea, R. Penalva, Encontro das Águas, Lauro de Freitas, BA.
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O autor, a espécie e a foto

Em foto de Ruy Penalva (61 anos, médico/empresário), feita em 12-VII-2009, temos aqui nossa quinquagésima quarta participação do público! Trata-se de uma belíssima imagem de Adelpha cytherea aea (C. & R. Felder, 1867), lepidóptero da família Nymphalidae, subfamília Limenitidinae, tirada através de uma Canon EOS Rebel T1i (com 15.1m.pixels), na localidade de Encontro das Águas, em Lauro de Freitas, BA. Nessa foto, feita em um início de tarde às 13h05min de um dia parcialmente nublado, o autor usou uma lente Canon EF 75-300 IS. A imagem foi capturada com luz natural, abertura de diafragma f/10 e velocidade de 1/800.

Biologia

Nesta foto capturada na área do condomínio, nas redondezas da casa do autor, vemos um flagrante de uma borboleta se alimentando possivelmente no buquê de flores (inflorescência) do Eupatorium sp., uma planta da família Asteraceae. A. cytherea aea (C. & R. Felder, 1867),  é uma espécie que gosta de voar em locais ensolarados (heliófilos). Ela pode ser uma espécie de hábitos semiurbanos sendo, avistada com frequência em parques e jardins nas bordas entre a cidade e florestas. Nos ambientes silvestres está mais presente nas florestas secundárias do que nas primárias. Na rotina alimentar, busca o néctar das flores e inflorescências silvestres, mas também podem visitar flores cultivadas. Possui um voo de moderado, mas quando molestada é rápido. O padrão de cores exibido pelas faces dorsais das suas asas é muito similar entre as espécies do gênero, sendo necessário à observação das faces ventrais para a confirmação de uma espécie.
As lagartas têm corpo com formato incrível! Ele recoberto protuberâncias com espinhos ramificados da cor preta. No dorso, na região pós-cefálica, temos uma dupla de protuberâncias que formam um “V”. Logo após esta porção, há uma área de cor clara (amarelada) com muito menor quantidade de pelos.  Na cabeça, que pode ser avermelhada ou negra (depende da fase da lagarta) há uma “coroa” com protuberâncias similares as que formam o “V” no corpo. Ao norte do Continente Sul Americano, as lagartas da subespécie A. cytherea marcia (Fruhstorfer, 1913), vivem isoladamente sob as folhas e se alimentam de plantas da família Rubiaceae, como por exemplo, de: Sabicea villosa  Roem. & Schult.
A. Soares

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Tegosa claudina (Eschscholtz, 1821), foto por: A. Soares

Tegosa claudina, A. Soares, Rev. Eco. do Guapiaçu, Cach. de Macacu, RJ.
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O autor, a espécie e a foto

Em foto de Alexandre Soares (52 anos, biólogo), feita em 21-IX-2012, temos aqui nossa quinquagésima terceira participação do público! Trata-se de mais uma boa imagem de Tegosa claudina (Eschscholtz, 1821), lepidóptero da família Nymphalidae, subfamília Nymphalinae, capturada através de uma Sony Cyber-shot DSC-W630 (com 16.1m.pixels), na Reserva Ecológica do Guapiaçu (REGUA), em Cachoeiras de Macacu, RJ. A foto foi tirada no meio de um final de manhã nublada, aproximadamente às 11h:40min, utilizando-se a lente padrão da máquina.

Biologia

Com esta foto feita na trilha verde (leva a cachoeira na Faz. Serra do Mar) da REGUA, vemos a borboleta pousada se alimentando em flores silvestres de uma planta herbácia não identificada. T. claudina (Eschscholtz, 1821), espécie comuníssima e extremamente abundante vive qualquer área ensolarada (heliófila) ou, em alguns casos, parcialmente sombreada. Está presente assim nas bordas de trilhas e clareiras nos sítios existentes nas fronteiras entre cidades e florestas, e também, nas florestas secundárias. É boa indicadora de matas que sofreram ação do homem. Ao contrário, do observado nestas últimas áreas, é muito menos abundante nas regiões de matas primárias. Seu voo é normalmente lento e pairado sempre buscando pelas flores ou buquês (inflorescências). Por vezes, também costuma pousar no chão.

Suas lagartas são escuras e têm pontos mais claros que formam falsos anéis ao longo do corpo. O corpo é coberto de processos espinhosos e com finas cerdas. Sua cabeça tem a mesma coloração do corpo. Têm hábitos noturnos e gregários. Alimentam-se de várias plantas da família botânica Asteraceae como, por exemplo, as do gênero Mikania (Freitas, 1991).
A. Soares

sábado, 17 de novembro de 2012

Eueides isabella dianasa (Hubner, [1806]), foto por: R. Penalva

Eueides isabella dianasa, R. Penalva, Encontro das Águas, Lauro de Freitas, BA.
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O autor, a espécie e a foto

Em foto de Ruy Penalva (61 anos, médico/empresário), feita em 12-VII-2009, temos aqui nossa quinquagésima segunda participação do público! Trata-se de um belíssimo close-up de Eueides isabella dianasa (Hubner, [1806]), lepidóptero da família Nymphalidae, subfamília Heliconiinae, tirada através de uma Canon EOS Rebel XTi 450 (com 10.1m.pixels), na localidade de Encontro das Águas, em Lauro de Freitas, BA. Nessa foto, feita em um início de tarde às 13h de um dia ensolarado, o autor usou uma lente Canon EF 70-300 I. A imagem foi capturada com luz natural, abertura de diafragma f/10 e velocidade de 1/800.

Biologia

Foto capturada na área do condomínio onde fica a casa do autor, vemos um flagrante de uma borboleta se alimentando possivelmente no buquê de flores (inflorescência) do Eupatorium sp., uma planta da família Asteraceae. E. isabella dianasa (Hubner, [1806]), é uma espécie comum e que gosta de voar em locais ensolarados (heliófilos). Ela pode ser considerada urbana sendo, avistada com frequência em parques e jardins. Mas, também é muito frequente também nas regiões de transição entre a cidade e as áreas de matas. Nos ambientes silvestres está mais presente nas florestas secundárias do que nas primárias. Na rotina alimentar, além de buscarem o nectar das flores e inflorescências silvestres, também o faz em flores cultivadas com, por exemplo, o bico-de-papagaio, Euphorbia pulcherrima Wild., uma planta da família das Euphorbiaceae (Otero, 1986). Possui um voo de lento para moderado. O padrão de cores exibido por suas asas confere a E. isabella dianasa (Hubner, [1806]), status de integrante do um vasto grupo de mimetismo mulleriano, onde mais de três dezenas de espécies se misturam.

As lagartas têm corpo recoberto com espinhos ramificados da cor preta. Elas exibem o dorso com coloração castanha escura, quase negra e ainda com linhas em tons branco-acinzentados. Lateralmente têm cor amarelada. Vivem isoladamente sob as folhas do maracujá, Passiflora edulis Sims, planta da família Passifloraceae (Otero, 1986).
A. Soares

domingo, 28 de outubro de 2012

Siproeta stelenes meridionalis (Fruhstorfer, 1909), foto por: F. Sandrin

Siproeta stelenes meridionalis, F. Sandrin, Horto Florestal (Estação Experimental) Bauru, SP.
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O autor, a espécie e a foto

Em foto de Fátima Sandrin (59 anos, professora, bióloga/etóloga), feita em 20-VIII-2012, temos aqui nossa quinquagésima primeira participação do público! Trata-se de uma bela foto de Siproeta stelenes meridionalis (Fruhstorfer, 1909), lepidóptero da família Nymphalidae, subfamília Nymphalinae, feita por meio de uma Canon EOS Rebel 2Ti (com 18m.pixels), no Jardim Botânico da cidade de Bauru, SP. Para a foto, tirada aproximadamente às 10h15min em dia nublado, a autora usou uma lente macro Canon 100mm. A imagem foi capturada com luz natural, abertura de diafragma f. 7.1, velocidade 1/100 s, ISO 200.

Biologia

Com esta foto, feita no Jardim Botânico de Bauru, a autora nos traz uma interessante imagem dessa espécie flagrando a borboleta com sua camuflagem perfeita quando pousada sobre folha na zona de sombra da floresta. Vejam que a borboleta parece ser transparente tal é a “mistura” entre o tom de verde da face inferior das suas asas e o verde das folhas! S. stelenes meridionalis (Fruhstorfer, 1909) é encontrada em todo leste da América do Sul indo da Amazônia brasileira até a Argentina. É um inseto comum, que apresenta voo de velocidade média e pairado. Gosta de voar tanto em locais semiensolarados (entre as copas das árvores) como também nos mais sombreados (umbrófilos), próximo ao chão da floresta. Além de ser possuidor de uma incrível camuflagem (nas cores da face inferior das asas) é também mimético (nas cores da face superior das asas) de duas espécies de heliconídeos implantáveis: Philaethria werneckei (Rober, 1906) e Philaethria dido (Linnaeus 1763). Estas espécies padrões imitadas por S. stelenes meridionalis (Fruhstorfer, 1909) são facilmente distinguidas pela ausência da “cauda” (pequeno prolongamento de nervura nas asas posteriores) existente na mimética. Prefere ambiente de floresta seja secundária ou primária. Ainda possui um hábito raro de se alimentar tanto do sumo dos frutos maduros caídos ao solo quando de néctar nas flores (Otero, 1986). Isto também a torna mais facilmente fotografável, pois se pode apelar para o uso de iscas para atrair o inseto!

As lagartas têm um corpo coberto esparsamente por espinhos ramificados nas cores laranja e negra, distribuídos em séries longitudinais. A cor do corpo é predominantemente negra. A cabeça exibe longos cornos negros e ramificados. Com hábitos diurnos e solitários, as lagartas alimentam-se de várias espécies de plantas da família Fabaceae, como por exemplo: Calliandra tweedi Benth. e Calliandra parvifolia (Hook. & Arn.) Speg.
A. Soares & F. Sandrin

sábado, 8 de setembro de 2012

Myscelia orsis (Drury, 1782), foto por: L. Dingain

Myscelia orsis, L. Dingain, Rev. Eco. do Guapiaçu, Cach. de Macacu, RJ.
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O autor, a espécie e a foto

Em foto de Lee Dingain (41 anos, analista de sistema), feita em 15-VI-2012, temos aqui nossa quinquagésima participação do público! Trata-se de uma fantástica foto em close-up de Myscelia orsis (Drury, 1782), lepidóptero da família Nymphalidae, subfamília Biblidinae, capturada utilizando-se uma Canon EOS 7D (com 18.1m.pixels), na Reserva Ecológica do Guapiaçu (REGUA), em Cachoeiras de Macacu, RJ. Para a foto, tirada aproximadamente às 11h15min de uma manhã com céu limpo, o autor ainda usou uma lente zoon telephoto de Ef 100-400L IS da marca Canon, sendo ela capturada nas condições de: luz natural, abertura de diafragma f/9 e velocidade de 1/400.

Biologia

Tirada a foto na região dos alagados situada na Fazenda São José que integra a Reserva Ecológica do Guapiaçu (REGUA), vemos a borboleta em repouso sobre a folhagem com suas abertas tomando sol se aquecendo para o voo. M. orsis (Drury, 1782), é uma espécie que se alimenta do sumo das frutas maduras caídas no chão da floresta. É um inseto preferencialmente silvestre. Ocorre assim, tanto nas florestas primárias quanto nas secundárias, porém é mais comum nas últimas. Comumente é avistada voando em topos de pequenos morros, em locais onde existam clareiras (heliófilos), mas também é possível vê-la na parte sombreada da floresta onde busca seu alimento ao longo de trilhas úmidas.  O voo rápido é feito em altura de mediana a baixa em relação ao solo.

Lagartas têm um corpo com a cor predominantemente verde e máculas amareladas dorsais e laterais. É recoberto de espinhos ramificados. Já a cabeça tem um par de longos cornos. Possivelmente têm hábito diurno e solitário. Alimentam-se basicamente de plantas do gênero Dalechampia, mas eventualmente, podem ser encontradas em Tragia sp., ambas plantas da família Euphorbiaceae (Brown, 1992).
A. Soares

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Rhetus periander eleusinus Stichel, 1910), foto por: R. Penalva

Rhetus periander eleusinus, R. Penalva, Itacaré Eco Resort, Itacaré, BA.
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O autor, a espécie e a foto

Em foto de Ruy Penalva (61 anos, médico/empresário), feita em 26-II-2012, temos aqui nossa quadragésima nona participação do público! Trata-se de um bom flagrante de Rhetus periander eleusinus (Stichel, 1910), lepidóptero da família Riodinidae, subfamília Riodininae, tirada através de uma Canon EOS 7D (com 18m.pixels), na área do Itacaré Eco Resort, Itacaré, BA. Nessa foto, feita em uma final de manhã às 10h de um dia ensolarado, o autor usou uma lente Canon EF 70-300 I. A imagem foi capturada com luz natural, abertura de diafragma f/7.5 e velocidade de 1/500.

Biologia

Tirada a foto na área do manguezal próxima ao riacho do Itacaré Eco Resort, vemos a borboleta em pouso típico, sob a parte inferior das folhas de um grupo de plantas da família das Bromeliaceae e Marantaceae. R. periander eleusinus (Stichel, 1910), é uma espécie de riodinídeo bem comum e que gosta de voar tanto em locais ensolarados (heliófilos) quanto em sombreados (umbrófilos). Ela pode ser considerada semiurbana sendo, por vezes, avistada nas bordas entre cidades e as áreas de matas. Nos ambientes silvestres está mais presente nas florestas secundárias do que nas primárias. Na rotina alimentar, além buscarem nas flores e inflorescências, o néctar, seus machos também freqüentam o solo onde bebem água e sais para complementarem sua dieta. Possui um voo rapidíssimo e uma grande diferença na coloração entre os machos e as fêmeas (dimorfismo sexual). Assim, os machos têm cores azuis na face superior das asas. Já as fêmeas são desprovidas de tal azul. Nas faces inferiores, ambos os sexos, apresentam colorações semelhante.

As lagartas têm corpo parcialmente recoberto com tufos de pelos grenás. Exibem quase totalmente a cor negra, mas há dorsalmente na porção mediana, machas na cor creme e ainda pontos vermelhos que são pedúnculos distribuídos pelo corpo de onde saem os tufos de pelos. Vivem isoladamente e se empupam sobre as folhas. No norte do continente sul americano, há registro de se alimentar do guabá, Ingá punctata Willd., uma planta da família Fabaceae. Além disso, aqui no Sudeste do Brasil, e um exemplo de adaptação alimentar a uma planta não nativa! Assim sendo, há registro de se alimentar da amendoeira-da-praia, Terminalia catappa L., uma planta da família Combretaceae, oriunda da Ásia (Otero, 1999).
A. Soares

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Carminda paeon (Godart, [1824]), foto por: R. França

Carminda paeon, R. França, Pedra Grande, Atibaia, SP.
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O autor, a espécie e a foto

Em foto de Renato França (47 anos, fotógrafo/publicitário), feita em 06-IV-2012, temos aqui nossa quadragésima oitava partipação do público! Trata-se de um belo close-up de Carminda paeon (Godart, [1824]), lepidóptero da família Nymphalidae, subfamília Satyrinae, capturada utilizando-se uma Canon EOS 7D (com 18.1m.pixels), em Pedra Grande, Atibaia, SP. Para a foto, tirada aproximadamente às 13h15min no início de uma tarde parcialmente nublada, o autor ainda usou uma lente macro de 105 mm da marca Nikkor.

Biologia

Em foto tirada nas cercanias de Pedra Grande, Atibaia, o autor flagrou, em momento de repouso em uma folha, uma bela fêmea desta borboleta demonstrada pelas cores vivas das asas posteriores (machos têm cores mais pálidas). C. paeon (Godart, [1824]), é uma borboleta comum que voa em locais sombreados (umbrófilos) sendo muito raramente avistada fora mata fechada. Presente tanto na mata secundária quanto nas primárias, prefere o nível mais próximo do solo da floresta onde visita frutos maduros caídos ao chão para se alimentar do sumo desses. Tem voo lento e ligeiramente errático. Como muitas espécies da subfamília Satyrinae, esta possui nas cores das faces inferiores das asas um excelente disfarce. Exibe assim cores crípticas, que funcionam como camuflagem ocultando o inseto na mata. Excelente meio de atração para se melhor observar C. paeon (Godart, [1824]) é a utilização de iscas feitas com frutas maduras e caldo-de-cana e posicionadas nas trilhas no interior da mata.

Pouco há descrito sobre as lagartas dessa espécie. Usando um referencial geral das lagartas da subfamília podemos dizer que: provavelmente seus corpos são quase lisos com discretas corrugações anelares e possivelmente são recobertos de pelos finíssimos. Pode haver um par de pequenos cornos na cabeça e na parte posterior par de apêndices espiniformes. Nas cores devem predominar tons marrom ou verde. Os hábitos devem noturnos, isolados ou gregários em pequenos grupos. Já quanto à alimentação há registro de comerem folhas de bambus (Brown, 1992).
A. Soares