quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Eueides aliphera aliphera (Godart, 1819), foto por: F. Fioravanti

Eueides aliphera aliphera, F. Fioravanti, próximo à Pedra Grande, Atibaia, SP.
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O autor, a espécie e a foto

Em foto de Fernando Fioravanti (47 anos, engenheiro), feita em 22-IV-2011, temos aqui nossa sétima participação do público! Trata-se de uma bonita foto de Eueides aliphera aliphera (Godart, 1819), lepidóptero da família Nymphalidae, subfamília Heliconiinae, fotografada através de uma Canon EOS T2-I (com 18m.pixels), nas cercanias de Pedra Grande, em Atibaia, SP. A foto foi feita em um final de tarde ensolarado, aproximadamente às 17h30min, , o autor ainda usou uma lente macro de 105 mm da marca Nikkor.

Biologia

Tirada a foto nas matas das redondezas de Pedra Grande, vemos a borboleta se alimentando no ramalhete (inflorescência) do Eupatorium sp.. Planta herbácia é tremendamente atrativa para borboletas das subfamílias Heliconiinae e Ithomiinae. E. a. aliphera (Godart, 1819), é uma espécie comum que gosta de voar em locais ensolarados (heliófila). Pode habitar áreas semi-urbanas (nos limites entre a cidade e a floresta), florestas secundárias e a mata nativa. É observada mais facilmente nas áreas onde a mata foi “perturbada” se alimentando nas flores e inflorescências das trilhas e clareiras que margeiam a floresta. Seu voo é normalmente lento e vive preferencialmente próximo à planta alimento de sua lagarta Passiflora violaceae Vell. (Brown, 1992). Frequentemente pode ser confundida com outras duas espécies: Dryas iulia alcionea (Cramer, 1779) e Dione juno juno (Cramer, 1779) que lhe são muito semelhantes da aparência (miméticas).

Suas lagartas espinhosas (espinhos negros) têm a região dorsal do corpo na cor negra e com máculas em amarelo. Já a dorso lateralmente são brancas e ventralmente têm cor verde pálida. A cabeça apresenta cornos negros e ramificados. Os hábitos são diurnos. Alimentam-se de diversos tipos de plantas da família Passifloraceae, mas tem preferencia por Passiflora violaceae Vell..
A. Soares

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Locais para se visitar e fotografar 01

Painel de entrada na Rev. Eco. do Guapiaçu (REGUA), Cachoeiras de Macacu, RJ, por: A. Soares.
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Reserva Ecológica do Guapiaçu (REGUA)

A Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA) está situada no Vale do Guapiaçu, na base da Serra dos Órgãos no do Município de Cachoeiras de Macacu. Trata-se de uma organização não governamental (Ong), criada sob Lei Federal em 2001, juridicamente estabelecida como Associação sem Fins Lucrativos, sendo que tem a missão de preservar a Mata Atlântica e sua Biodiversidade na Região do Alto Rio Guapiaçu. Ela atualmente reúne em suas terras várias fazendas. Dentre elas a fazenda São José, é a porção mais conhecida e onde está localizada sua sede.

Pousada Gaupi Assú Bird Lodge (REGUA), Cachoeiras de Macacu, RJ, por: A. Soares.
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Instalações

A REGUA possui excelentes acomodações. Há uma pousada (Gaupi Assú Bird Lodge) confortável e com todos os recursos para cerca de 20 visitantes, situada dentro da fazenda São José. Dispõe ainda de time de guias ou guarda parques para acompanhar os visitantes em suas caminhadas.

Cachoeira das Três Quedas (REGUA), Cachoeiras de Macacu, RJ, por: L. Rogick.
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Belezas naturais e os lepidópteros da área

A Região do alto Rio do Guapiaçu é um vale montanhoso, com muitos rios e riachos, próximo da base da Serra dos Órgãos, que tem belas paisagens e conta com uma Lepidopterofauna rica. Na REGUA podemos, por exemplo, visitar a área dos banhados, ecossistema que foi degradado no passado e hoje se encontra em rápido e inédito processo de restauração sem igual no país! É uma coisa fantástica e que vale muito a pena ser visitada. Além disso, há tradicionais restaurações de porções da Mata Atlântica e outros belos locais tais como: a cachoeira das Três Quedas (na Fazenda Serra do Mar), o tobogã (Rio do Gato), o poço da Trilha do Ferro além das praias de rio no próprio Rio Guapiaçu. Já os lepidópteros são mais de 300 espécies como opção para fotografar, destacando-se: a ameaçada Parides ascanius (Cramer, 1775), a belíssima Morpho helenor achillaena (Hubner, [1823]), a abundante Diaethria clymena janeira (C. Felder, 1862) e a rara Semomesia geminus (Fabricius, 1793), registro novo para o Estado do Rio de Janeiro.

Poço da Trilha do Ferro (REGUA), Cachoeiras de Macacu, RJ, por: J. Bizarro.
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Acesso de automóvel

O acesso a REGUA dá-se: saindo do Rio de Janeiro, pela Rodovia Washington Luiz toma-se a BR116 (na altura do Município de Duque de Caxias). Depois seguindo pela BR116 (neste pedaço se chama Rodovia Santos Dumont) até o Município de Guapimirim, no Distrito de Parada Modelo, passe para a BR122 em direção ao Município de Cachoeiras de Macacu. Na altura do km32 deve-se sair da estrada à esquerda acessando a estrada do Funchal. A partir daí são 11km por esta estrada até a bifurcação com um bar à direita e placas apontando para Guapiaçú e Hotel Fazenda Santo Amaro aí dobre a esquerda ande 500 m e cruze uma ponte, prossiga por mais 300 metros até uma curva fechada para a direita. Em seguida continue por aproximadamente 500 metros até cruzar uma pequena ponte, logo após a ponte toma-se à direita cruzando um portão que dá acesso à REGUA.

Área dos Banhados (REGUA), Cachoeiras de Macacu, RJ, por: P. Ventura.
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Contato para visitas

Os contatos devem ser feitos através: dos telefones (21) 9859-2080 ou (21) 2745-3998 ou ainda pelo e-mail <aregua@terra.com.br>.
A. Soares

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Hamadryas arete (Doubleday, 1847), foto por: J. Bizarro

Hamadryas arete, J. Bizarro, Rev. Eco. do Guapiaçu, Cach. de Macacu, RJ.
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O autor, a espécie e a foto

Em foto de Jorge Bizarro (50 anos, médico/entomólogo), feita em 28-I-2011, temos aqui nossa sexta participação do público! Trata-se de uma foto muito bonita de Hamadryas arete (Doubleday, 1847), lepidóptero da família Nymphalidae, subfamília Biblidinae, capturada através de uma Sony Cyber-shot DSC-W310 (com 12.1m.pixels), na Reserva Ecológica do Guapiaçu (REGUA), em Cachoeiras de Macacu, RJ. A foto foi tirada em uma manhã ensolarada, aproximadamente às 1oh, utilizando-se a lente padrão da máquina.

Biologia

Feita a foto em uma trilha da Fazenda Valdemor (recentemente integrada as terras da REGUA), vemos a borboleta em um típico pouso (de cabeça para baixo), em um tronco de um canelão, Nectandra membranacea (Sw.) Griseb, uma planta da família Lauraceae. H. arete (Doubleday, 1847), espécie incomum está presente mais frequentemente na zona sombreada das matas (umbrófilas), mas pode ser também avistada cruzando de passagem pelas áreas ensolaradas (hefiólias). É encontrada em matas com florestas secundárias ou primárias. Seu voo é normalmente rápido e irregular, mas ao sobrevoar o alimento voam em círculos e de forma mais lenta. Alimenta-se do sumo das frutas maduras caídas no chão das florestas. Apesar de pertencer ao grupo das borboletas-estalo (que fazem ruídos de estalidos enquanto voam) os indivíduos dessa espécie não produzem som ao se deslocar.

As lagartas têm o corpo negro com listras verdes e laranjas que se alternam. O corpo é coberto de espinhos negros e a cabeça apresenta cornos ramificados. Apresentam hábitos diurnos. Alimentam-se de diversos tipos de plantas da família Euphorbiaceae, como por exemplo, plantas do gênero Dalechampia.
A. Soares & J. Bizarro

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Dircenna dero rhoeo C. & R. Felder, 1860, foto por: R. França

Dircena dero rhoeo, R. França, Jardim Paulista, São Paulo, SP.
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O autor, a espécie e a foto

Em foto de Renato França (47 anos, fotógrafo/publicitário), feita em 06-IV-2011, temos aqui nossa quinta participação do público! Trata-se de um belo close-up de Dircenna dero rhoeo C. & R. Felder, 1860, lepidóptero da família Nymphalidae, subfamília Ithomiinae, capturada utilizando-se uma Canon EOS T2-I (com 18m.pixels), no bairro do Jardim Paulistano, em São Paulo, SP. Nesta foto, feita aproximadamente às 10h da manhã em dia ensolarado, o autor ainda usou uma lente macro de 105 mm da marca Nikkor.

Biologia

Foto batida no quintal da casa do autor, onde vemos a borboleta sobre o buquê de flores (inflorescência) do arbusto Lantana camara L., uma planta da família Verbenaceae, uma das principais fontes de alimento. A probóscide (espirotroma) pode ser vista em ação! D. dero rhoeo C. & R. Felder, 1860, espécie comum que gosta de voar tanto em locais ensolarados (heliófila) quanto em sombrios (umbrófila) sendo o seu voo normalmente lento e pairado. Além do habitat silvestre é encontrada mais freqüentemente nas de fronteiras entre as cidades e as florestas (semiurbana). Daí ter preferência por matas perturbadas ou secundárias (Brown, 1992), apresentando assim, populações maiores nas bordas das cidades ou nas áreas florestas em reconstituição.

Lagartas são lisas, com corpo predominantemente de cor verde clara, áreas no dorso em tom de verde mais escuro e ainda com zonas dorso-laterais amarelas. Seus hábitos são diurnos e se alimentam basicamente de plantas da família Solanaceae (Costa Lima, 1968), como por exemplo, o Solanum paniculatum L., a jurubeba.
A. Soares

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Diaethria clymena janeira (C. Felder, 1862), foto por: A. Soares

Diaethria clymena janeira, A. Soares, Rev. Eco. do Guapiaçu (REGUA), Cach. de Macacu, RJ.
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O autor, a espécie e a foto

Em foto de Alexandre Soares (52 anos, biólogo), feita em 25-III-2011, temos aqui nossa quarta participação do público! Trata-se de uma boa imagem de Diaethria clymena janeira (C. Felder, 1862), lepidóptero da família Nymphalidae, subfamília Biblidinae, colhida utilizando-se uma Sony Cyber-shot DSC-W330 (com 14.1m.pixels), na Reserva Ecológica do Guapiaçu (REGUA), em Cachoeiras de Macacu, RJ. A foto foi tirada em um início de uma manhã parcialmente nublada, aproximadamente às 9h:30min, utilizando-se a lente padrão da máquina.

Biologia

Nesta foto, feita na área dos banhados da REGUA, vemos a borboleta pousada sobre uma folha de um pé de candiúva ou grandiúva, Trema micrantha (L.) Blume, uma planta da família Cannabaceae, pioneira típica desse ecossistema que  foi degradado no passado, mas que agora encontra-se repovoado graças ao inédito projeto de restauração. D. clymena janeira (C. Felder, 1862), espécie abundante que tanto pode habitar a área ensolarada (heliófila) quanto à sombreada (umbrófila), onde procura frutos maduros caídos ao chão para se alimentar sugando o sumo desses. É uma espécie ocorrente nas florestas primárias e secundárias, habitat em que suas fêmeas podem ser vistas frequentemente sobrevoando as proximidades da planta alimento das lagartas, a candiúva. Seu voo é normalmente lento pairando ao redor do perímetro superior ou inferior da copa da árvore onde desovará. Postura esta que é realizada de modo isolado para cada ovo. Já os seus machos podem ser observados voando sobre praias de rio ou poças de água, aonde pousam para beber de água com sais.

Lagartas apresentam variação cromática conforme seus estágios de vida. No último são rugosas com cores: verde no dorso e mais esbranquiçada no ventre. Ainda se destacam, na cabeça dessa bela larva: um par de prolongamentos espinhosos e ramificados, voltados para frente e de cores negra (nos espinhos laterais) e avermelhada (na haste central).  Têm hábito diurno e se alimentam de candiúva, Trema micrantha (L.) Blume, uma planta da família Cannabaceae. É uma espécie que vive na face superior da folha até a formação da crisálida que se efetua sobre a folha do vegetal, fato incomum entre as borboletas da família Nymphalidae (Otero & Marigo, 1990).
A. Soares

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Heliconius sara apseudes (Hubner, [1813]), foto por: M. F. Castilhori

Heliconius sara apseudes, M. F. Castilhori, Parque Nac. da Rest. de Jurubatiba, Macaé, RJ.
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O autor, a espécie e a foto

Em foto de Marcelo Fraga Castilhori (35 anos, biólogo), feita em maio de 2008, temos aqui nossa terceira participação do público! Trata-se de uma interessante cena de duas Heliconius sara apseudes (Hubner, [1813]), lepidóptero da família Nymphalidae, subfamília Heliconiinae, tirada através de uma Olympus C5500 Sport Zoom (com 10.5m.pixels), no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba (PNRJ), em Macaé, RJ. Nessa foto, capturada aproximadamente às 11h30min da manhã, em dia ensolarado, o autor usou a lente padrão da própria máquina.

Biologia

Tirada a foto na área de restinga arenosa do PNRJ, esta mostra duas borboletas exatamente no momento em que uma das delas (à direita) está com a probóscide do aparelho bucal (espirotromba) estendida para se alimentar no ramalhete (inflorescência) do gravatá Aechmea nudicaulis (L.) Grise, uma planta da família Bromeliaceae. H. sara apseudes (Hubner, [1813]), espécie muito comum e que gosta de voar em locais ensolarados (heliófila), também pode ser encontrada nas bordas entre cidades e as áreas de matas (semiurbana). No ambiente de restinga tem população abundante, sendo um dos mais típicos lepidópteros observados aí. Seus machos possuem duas características comportamentais muito interessantes: se reúnem em bandos para passar a noite e, quando na época da reprodução, copulam as fêmeas logo após a saída dessas das crisálidas, nem esperando pelo distender das asas das companheiras! Seu voo é normalmente lento pairando. Porém, se ameaçada, pode reagir e passar a voar velozmente e com trajetória irregular (Otero, 1986).

As lagartas têm o corpo amarelo com espinhos e cabeça negra, e ainda apresentam hábitos diurno e gregário. Alimentam-se de diversos tipos de maracujás (plantas da família Passifloraceae), podendo, por exemplo, comer tanto o Tetrastylis ovalis (Vell.), o maracujá selvagem, quanto o Passiflora edulis (Sims), o maracujá cultivado.
A. Soares

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Methona themisto (Hubner, 1818), foto por: F. Fioravanti

Methona themisto, F. Fioravanti, Jardim Paulistano, São Paulo, SP.
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O autor, a espécie e a foto

Em foto de Fernando Fioravanti (47 anos, engenheiro), feita em 06-I-2011, temos aqui nossa segunda participação do público! Trata-se de uma bela foto de Methona themisto (Hubner, 1818), lepidópetro da família Nymphalidae, subfamília Ithomiinae, capturada através de uma Nikon Coolpix S570 (com 12.0m.pixels), no bairro do Jardim Paulistano, em São Paulo, SP. Tal foto foi tirada em um início de tarde ensolarado, aproximadamente às 13h, utilizando-se a lente padrão da máquina.

Biologia

Tirada a foto no jardim casa do autor, vemos a borboleta em repouso sobre uma folha de um pé de mexerica, bergamota ou tangerina, Citrus reticulata Blanco, uma planta da família Rutaceae, usada pelo autor para alimentar lagartas de outra espécie de borboleta. M. themisto (Hubner, 1818), espécie comum com excelente capacidade adaptativa pode ser também encontrada na parte edificada (urbana) das cidades bem como nos limites entre as áreas urbanizadas e verdes (semiurbana). Assim sendo, dentro na periferia das cidades ou nas florestas pode ser vista frequentemente em diversas flores de jardins, pomares e trilhas. Seu voo é normalmente lento preferindo voar ao redor dos pés de manacá, planta que serve de alimento para as suas lagartas. Os machos possuem comportamento agressivo quando da ocasião do acasalamento. Eles em voo seguram e arremessam as fêmeas no chão forçando a cópula (Otero, 1986). São borboletas de vida longa, podendo ultrapassar três meses de vida!

Suas lagartas, lisas e de cores negras e com anéis em amarelo, têm hábito diurno e se alimentam basicamente de plantas da família Solanaceae, do gênero Brunfelsia, como o manacá (Otero & Marigo, 1990).
A. Soares